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Machadense publica a maior obra da História do município
Não é exagero, nem bajulação dizer: esta é a maior obra de
História que já se produziu até hoje, sobre o município de
Machado. A afirmação refere-se à extraordinária obra O
Município do Machado até a virada do Milênio, que acaba
de ser editada pelo juiz aposentado do Tribunal de Alçada do
Estado de São Paulo, o machadense dr. Ricardo Moreira
Rebello, resultado de vários anos de pesquisas, entrevistas
e viagens por mais de 20 cidades e estados, dentre eles, São
Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A obra que começou a ser sonhada aos
15 anos de idade do autor, é por ele considerada mais como
um ato de amor, do que propriamente um trabalho científico.
Modesto e de gestos simples como é conhecido na cidade de
Machado, dr. Ricardo Rebello diz que escrever a obra foi uma
distração, o passa-tempo de uma vida inteira. “Antes que
obra de História, esta é uma história de amor”, confessa o
autor que pela sua simplicidade e modéstia torna-se credor
do respeito, da admiração e das homenagens de todos os
machadenses.
O gesto de levar a obra,
pessoalmente, às escolas, bibliotecas e residências de
pessoas que contribuíram com informações para a sua
elaboração, engrandeceu, ainda mais, o trabalho de Ricardo
Rebello.
Quem acalentou durante mais de 40 anos
o sonho de presentear o município com uma obra de tal
qualidade, tem razão de estar sentindo, agora, após cumprida
a tarefa, um grande vazio. “O melhor da festa é esperar por
ela; o mais gostoso é a preparação, a elaboração; quando
isso acaba, fica um vazio”, diz.
Desde muito jovem, Ricardo Rebello
revelava-se uma pessoa profundamente ligada à família, à sua
terra, aos amigos. Por isso, sua partida da cidade, aos 15
anos de idade, em busca de estudo em São Paulo muito o
marcou, como ele próprio revela no prefácio da obra e em
entrevista à FOLHA, recentemente, em sua residência. “A
quebra com as raízes me motivou, trouxe saudade dos
familiares, dos amigos; isso me motivou a compilar o que
estava reunindo; de longe, você tem uma ótica diferente;
mais apego e uma saudade”. Neste ponto da entrevista,
Ricardo Rebello lembrou frase atribuída ao escritor francês
Baudelaire: “longe de ti, meu coração aprendeu esse estranho
amor da ausência”.
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