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Publicado: 25/07/08 - 19h30min

Aos 103 anos de idade, Sr. Moacyr Vieira recorda o passado

Em 14 de fevereiro de 1904, nascia na cidade de São Paulo, na casa da família localizada na rua Amaral Gurgel, Moacyr Vieira da Silva; filho de Anunciata Carneiro Vieira e Francisco Vieira da Silva.  Aos 11 anos de idade, mudou-se para cidade de Machado, onde trabalhou como balconista na casa de tecidos de seu pai, a Loja Nova, localizada na Rua Major Feliciano.

Em 1927, sua então noiva Judith Lima, por ser a primeira mulher a dirigir um automóvel na cidade, foi convidada a conduzir, da avenida Arthur Bernardes até a rua Joaquim Teófilo, o governador de Minas Gerais, Antônio Carlos, que veio à cidade inaugurar a Estação Ferroviária. Casou-se com senhorita Judith, em 19 de maio de 1928 e, dessa união, nasceram dez filhos: Eneida, Marilda, Doris, Rosalys, Judith, Moacyr, Estela, Márcio, Rosely e Denise, 28 netos, 48 bisnetos e três tataranetos.

Presenciou a Primeira Guerra Mundial (1914-1918); a Revolução Paulista (1932), onde perdeu seus dois primos Renê e Arê e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). “A cidade de Machado ficou muito agitada nessas épocas, muita gente saiu da cidade para prestar serviço na Segunda Guerra Mundial, entre eles estava meu primo, Euclides Vieira Guerra”, diz Moacyr. Trabalhou na Casa Mineira de seu tio e ex-prefeito da cidade, João Vieira da Silva. Moacyr disse que seu tio contribuiu muito para cidade, colaborando na instalação da Escola Agrícola de Machado, Ginásio São José, o atual Cemitério da Saudade e o hospital, entre outros feitos.

Aposentou-se no ano de 1975.

Em 08 de março de 1993, faleceu aos 87 anos de idade sua esposa, devido à falência múltipla dos órgãos. Comemorando seu aniversário de 100 anos de idade, recebeu, no dia 14 de fevereiro de 2005 na Câmara Municipal de Machado, o título de “Cidadão Machadense”, sendo homenageado pela Escola Estadual Dom Pedro I e familiares. 

Moacyr diz que muita coisa mudou desde os tempos de sua mocidade. “Na época em que me mudei só havia casarões na cidade. Não existia asfalto, a Praça Antônio Carlos era um pasto e no centro havia um chafariz onde as mulheres iam buscar água. Além disso, era mais fácil criar os filhos, todos eram unidos, não existia tanta violência como hoje”. Aos 103 anos de idade Moacyr se sente bem disposto, com muita saúde e muita história para contar. “A saúde de meu pai está melhor do que a nossa”, diz a filha Rosalys.

O fato que marcou sua vida foi seu casamento. “Muita coisa me marcou durante todos esses anos, mas o que nunca vou me esquecer é o dia de meu casamento com Judith, porque casei com a mulher que amava muito. Hoje, com 103 anos de idade, vivo muito feliz com minha família”.

 

 

 

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