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Em
14 de fevereiro de 1904, nascia na cidade de São Paulo, na casa da
família localizada na rua Amaral Gurgel, Moacyr Vieira da Silva; filho
de Anunciata Carneiro Vieira e Francisco Vieira da Silva. Aos 11
anos de idade, mudou-se para cidade de Machado, onde trabalhou como
balconista na casa de tecidos de seu pai, a Loja Nova, localizada na Rua
Major Feliciano.
Em 1927, sua então
noiva Judith Lima, por ser a primeira mulher a dirigir um automóvel na
cidade, foi convidada a conduzir, da avenida Arthur Bernardes até a rua
Joaquim Teófilo, o governador de Minas Gerais, Antônio Carlos, que veio
à cidade inaugurar a Estação Ferroviária. Casou-se com senhorita Judith,
em 19 de maio de 1928 e, dessa união, nasceram dez filhos: Eneida,
Marilda, Doris, Rosalys, Judith, Moacyr, Estela, Márcio, Rosely e
Denise, 28 netos, 48 bisnetos e três tataranetos.
Presenciou a Primeira
Guerra Mundial (1914-1918); a Revolução Paulista (1932), onde perdeu
seus dois primos Renê e Arê e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). “A
cidade de Machado ficou muito agitada nessas épocas, muita gente saiu da
cidade para prestar serviço na Segunda Guerra Mundial, entre eles estava
meu primo, Euclides Vieira Guerra”, diz Moacyr. Trabalhou na Casa
Mineira de seu tio e ex-prefeito da cidade, João Vieira da Silva. Moacyr
disse que seu tio contribuiu muito para cidade, colaborando na
instalação da Escola Agrícola de Machado, Ginásio São José, o atual
Cemitério da Saudade e o hospital, entre outros feitos.
Aposentou-se no ano de
1975.
Em 08 de março de
1993, faleceu aos 87 anos de idade sua esposa, devido à falência
múltipla dos órgãos. Comemorando seu aniversário de 100 anos de idade,
recebeu, no dia 14 de fevereiro de 2005 na Câmara Municipal de Machado,
o título de “Cidadão Machadense”, sendo homenageado pela Escola Estadual
Dom Pedro I e familiares.
Moacyr diz que muita
coisa mudou desde os tempos de sua mocidade. “Na época em que me mudei
só havia casarões na cidade. Não existia asfalto, a Praça Antônio Carlos
era um pasto e no centro havia um chafariz onde as mulheres iam buscar
água. Além disso, era mais fácil criar os filhos, todos eram unidos, não
existia tanta violência como hoje”. Aos 103 anos de idade Moacyr se
sente bem disposto, com muita saúde e muita história para contar. “A
saúde de meu pai está melhor do que a nossa”, diz a filha Rosalys.
O
fato que marcou sua vida foi seu casamento. “Muita coisa me marcou
durante todos esses anos, mas o que nunca vou me esquecer é o dia de meu
casamento com Judith, porque casei com a mulher que amava muito. Hoje,
com 103 anos de idade, vivo muito feliz com minha família”.
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