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Publicado: 07/08/08 - 09h03min

Engenheiro agrônomo passa temporada na Argentina

O machadense Marcelo Padilha Ramos, 27 anos, engenheiro químico industrial da multinacional Monsanto (há cinco anos), deverá retornar, nos próximos dias, de uma temporada de três meses na Argentina. O machadense realiza um ‘Short Assignment Internacional’ pela Monsanto, empresa que produz herbicidas e sementes melhoradas geneticamente, em São José dos Campos (SP). Os pais, Prescildo P. Ramos e Ely Padilha Ramos, residem próximos ao prédio da Folha Machadense. A irmã, Liliana Padilha Ramos, é advogada em Machado e trabalha no Pastifício Santa Amália.  Marcelo Padilha Ramos, que reside fora de Machado há dez anos, inaugura a Coluna MACHADENSES PELO MUNDO...

Em conversa com a Folha On Line, Marcelo informou que, os três meses que está na Argentina, estão sendo excepcionais e, muito valiosos para a carreira profissional. “Pude aprender e praticar o idioma espanhol, realizar networking, conhecer a cultura deste povo, provar as comidas típicas e, ainda, visitar vários pontos turísticos: a Casa Rosada, a Praça 25 Mayo, o Porto Madero, o Museo de Bellas Artes, Palermo, La Boca, entre outros”. Sobre a crise que a Argentina atravessa no setor agrário, diz que as notícias são lamentáveis. “Há várias questões que o governo argentino precisa trabalhar: educação, infra-estrutura, transporte, leis agrícolas, remuneração etc. O caso agrícola esteve muito tumultuado, com diversos protestos e greves de transportadores de grãos”, comenta.

Segundo ele, a agricultura argentina tem grande potencial de abastecimento mundial e o solo é um dos três mais férteis do mundo. Desde 2004, o país mantinha um ritmo de crescimento médio de 8,5% ao ano; com o bom resultado do governo anterior de Nestor Kirchner, a população elegeu sua esposa, Cristina, presidente da República. Nos seis primeiros meses deste ano, foi evidente a valorização das exportações de grãos, principalmente a soja.  Contudo, a presidente enviou ao Congresso Nacional proposta de aumento de taxação das exportações agrícolas, em março. A medida desagradou os produtores, que organizaram grandes protestos. 

Em junho houve desabastecimento de alimentos, variação de preços e bloqueio das principais rodovias do país. A presidente recuou. “Os protestos diários contra o Governo foram gerados pelo Decreto de Retenciones Mobiles a Granos, que fora criado para tributar os produtos de acordo com a variação da cotação externa do grão exportado”, explica o machadense. De acordo com o engenheiro químico, o conflito dos agricultores contra a tributação fez com que a popularidade dos Kirchners caísse. “Algumas semanas atrás, o vice-presidente Cobos votou, no Senado Federal, contra a geração da Lei referente ao Decreto que estava em vigor, deixando a impressão de diferenças de pensamentos entre a presidente e o seu vice”, explica.

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