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O machadense Marcelo Padilha Ramos, 27 anos, engenheiro químico industrial da
multinacional Monsanto (há cinco anos), deverá retornar, nos próximos dias, de
uma temporada de três meses na Argentina. O machadense realiza um ‘Short
Assignment Internacional’ pela Monsanto, empresa que produz herbicidas e
sementes melhoradas geneticamente, em São José dos Campos (SP). Os pais,
Prescildo P. Ramos e Ely Padilha Ramos, residem próximos ao prédio da Folha
Machadense. A irmã, Liliana Padilha Ramos, é advogada em Machado e trabalha no
Pastifício Santa Amália. Marcelo Padilha Ramos, que reside fora de Machado
há dez anos, inaugura a Coluna MACHADENSES PELO MUNDO...
Em conversa com a Folha On Line, Marcelo informou que, os três meses que está na
Argentina, estão sendo excepcionais e, muito valiosos para a carreira
profissional. “Pude aprender e praticar o idioma espanhol, realizar networking,
conhecer a cultura deste povo, provar as comidas típicas e,
ainda, visitar vários pontos turísticos: a Casa Rosada, a Praça 25 Mayo, o Porto
Madero, o Museo de Bellas Artes, Palermo, La Boca, entre outros”. Sobre a crise
que a Argentina atravessa no setor agrário, diz que as notícias são lamentáveis.
“Há várias questões que o governo argentino precisa trabalhar: educação,
infra-estrutura, transporte, leis agrícolas, remuneração etc. O caso agrícola
esteve muito tumultuado, com diversos protestos e greves de transportadores de
grãos”, comenta.
Segundo ele, a agricultura argentina tem grande potencial de abastecimento
mundial e o solo é um dos três mais férteis do mundo. Desde 2004,
o país mantinha um ritmo de crescimento médio de 8,5% ao ano; com o bom
resultado do governo anterior de Nestor Kirchner, a população elegeu sua esposa,
Cristina, presidente da República. Nos seis primeiros meses deste ano,
foi evidente a valorização das exportações de grãos, principalmente a soja.
Contudo, a presidente enviou ao Congresso Nacional proposta de aumento de
taxação das exportações agrícolas, em março. A medida desagradou os produtores,
que organizaram grandes protestos.
Em junho houve desabastecimento de alimentos, variação de preços e bloqueio das
principais rodovias do país. A presidente recuou. “Os protestos diários contra o
Governo foram gerados pelo Decreto de Retenciones Mobiles a Granos, que fora
criado para tributar os produtos de acordo com a variação da cotação externa do
grão exportado”, explica o machadense. De acordo com o engenheiro químico, o
conflito dos agricultores contra a tributação fez com que a popularidade dos
Kirchners caísse. “Algumas semanas atrás, o vice-presidente Cobos votou, no Senado
Federal, contra a geração da Lei referente ao Decreto que estava em
vigor, deixando a impressão de diferenças de pensamentos entre a presidente e o
seu vice”, explica.
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